Pokémon Emerald: A melhor geração ainda reina
Voltei a Hoenn depois de anos e entendi por que a terceira geração é tão defendida com unhas e dentes pela galera.
Matheus Dias
02 de setembro de 2026 às 22:00

Tem jogos que você nunca realmente esquece. Pokémon Emerald é um deles. Ligo o emulador, ouço aquela introdução, e de repente tenho 13 anos de novo na minha escola jogando esse jogo em um Samsung Pocket.
Voltei a Hoenn com um olhar adulto e fiquei impressionado com o quanto o jogo ainda se sustenta. A história, que na época eu achava épica, ainda tem seus momentos. O conflito entre Team Aqua e Team Magma — dois grupos querendo literalmente destruir o mundo por motivos completamente opostos — é mais criativo do que parece à primeira vista. E a adição do Battle Frontier no pós-game é simplesmente brutal. Aquilo é conteúdo de verdade.
A Hoenn em si é uma região linda. Cheia de água, sim, mas cada área tem uma personalidade única. De Rustboro City às ruínas de Sky Pillar, o mapa tem uma coesão que muitas gerações modernas perderam. E os Pokémon nativos da região são até hoje alguns dos meus favoritos: Blaziken, Gardevoir, Absol, Salamence. Uma lineup absurda.
O que me surpreendeu foi perceber que a nostalgia não está mentindo desta vez. Pokémon Emerald não é bom "para a época". É um jogo genuinamente bem construído, com sistemas sólidos e uma curva de dificuldade que respeita o jogador. É fácil entender por que a terceira geração tem um lugar tão especial no coração de quem cresceu com ela.
